Sunday, November 13, 2005

Brasil 8x0 Mirrados Árabes Unidos

Que naba! Ontem foi o jogo da seleção local contra a seleção.
Consegui resistir à pressão de 2 meses que a galera da agência fez para eu ir.
Inacreditável!
Ainda bem que eles acreditaram que no Brasil a gente sempre tem a oportunidade de assistir à seleção jogar. Quase todo final de semana a seleção joga pertinho de casa.
Como diria meu grande amigo Alê Guerreiro, dá para falar para eles que tem macaco andando na rua que eles acreditam.
250 dirhams cada ingresso mais a viagem para Abu Dhabi, mais a babá para a Carolina e mais a vontade de ficar traquilinho com a minha família me convenceram a ficar em casa.
O que eu perdi foi uma chuva de gols - que começou na hora que a gente decidiu desligar a televisão.
E como a seleção dos Mirrados é ruim. Devia ser a seleção da Toscana.
Os caras estavam completamente amedrontados com o poder da camisa amarelinha. Até mesmo a Ponte - com o Monga - ganhava de goleada deles.
Metade dos torcedores era do Brasil...espera aí, me disseram que só tinha uns 300 brasileiros aqui...
A câmera passeia e olha só a galera brasileira agitando...pera lá, aquele carinha alegre com a camisa do Brasil trabalha comigo! Um libanês da gema!
Acho que vai ser difícil ver uns brasileiros legítimos.
O Brasil faz sucesso por aqui.
Todo mundo adora torcer pelo mais fraco - mesmo que a coisa fraca aí no Brasil seja a economia e as questões sociais.
A melhor coisa do jogo foi poder assistir a uma transmissão completa sem ouvir o Galvão Bueno. Não dá para ter uma idéia como é bom isso.
Tudo bem que os locutores árabes eram mais animados que locutor de rádio e que se um jogador dos Mirrados chutasse a bola para a lateral eles faziam pelo menos 5 replays, mas foi muito bom ver que eles escreveram o nome do nosso glorioso técnico Perera - e falavam o nome do desgraçado a cada 5 minutos.
Um evento interessantíssimo que transformou um amistoso de boa vontade numa célebre cena de atropelamento, onde repetidamente novas estrelas do futebol tupiniquim passavam por cima da vítima indefesa - aliás INdefesa é uma boa mareira de definir aquela zaga - para garantir sua presença na próxima copa.
Bom, batemos nos bêbado.
Vamos ver o que acontece quando a história for séria.
O bom é chegar no trabalho no dia seguinte e agir como se você tivesse ganhado o jogo.
Nada como ser o representante local de uma franquia de sucesso.

1 comment:

Marisa said...

Prezado Guilherme adorei seu blog, sua maneira de expressar é realmente super interessante!Sou mais uma brasileira com destino certo para Emirados em breve( dezembro ) , tal o meu interesse por pessoas brasileiras que expressam um pouco desta cultura através dos blogs...Estou deixando meu recadinho aqui para te dizer que és muito inteligente, parabéns! Muito sucesso para vc e muitas felicidades para sua família ( linda por sinal )...ah, me diverto bastante lendo seus posts...rsrs..