Wednesday, July 06, 2016

Terra Brasilis

Parafraseando Tom Jobim, Dubai é bom, mas é uma merda.
O Brasil é uma merda, mas é uma merda.
Mas também é bom demais.

Monday, January 11, 2016

36

Bem-vindo, 2016.

Monday, September 07, 2015

Olhos de Lins.



Estou voltando com um grupo de amigos de uma longa caminhada em Ilhabela. Como o dia estava acabando decidimos voltar nas canoas de uns pescadores locais. O mar estava revolto e a jornada de volta foi tensa, mas nada se compara ao momento de desembarcar. Não havia um porto onde os pecadores iriam nos deixar, que era ponto mais próximo de onde tínhamos estacionado nossos carros, por isso eles tiveram que improvisar: a idéia era acompanhar o movimento das ondas que estavam batendo nas rochas na costa até o momento em que embarcação estivesse em cima delas. Aí o passageiro tinha que se jogar em direção à terra firme, torcendo para que desse tudo certo. A adrenalina fazia parte do pacote.

Fui um dos últimos a pular. Fiquei observando meus amigos se jogando de maneira destemida em direção à salvação e pousando de maneira desajeitada nas rochas escorregadias.

Aí chegou a minha vez.

As ondas batiam forte e a canoa balançava cada vez mais, se aproximando pouco a pouco daquela armadilha geológica. Até que chegou o momento. Subi na proa e me preparei para pular.

Foi na hora que dei o bote que aconteceu. Meu amigo, querendo me alertar do risco de escorregar nas pedras à minha frente, grita:

"CUIDADO COM O LIMBO!!!!"

Eu já estava no ar, precisando de toda a concentração e habilidade física para sobreviver à experiência, mas no momento em que ouvi aquilo nada mais importava. Esqueci de tudo que estava acontecendo ao meu redor e gritei de volta:

"É LIMOOOOOOOO!!!!!"

Pousei de maneira desajeitada na plataforma escorregadia, vivo, aliviado e com a sensação vitoriosa de que o vernáculo havia sido preservado.

Todo mundo já ouviu - ou mesmo falou - essas expressões levemente erradas. Algumas acham intolerável. Eu era uma delas. Muita coisa mudou depois desse dia. Amadureci. Percebi que essa minha resistência não fazia sentido. Meu repúdio por esses pequenos erros foi substituído lentamente por uma tolerância. E essa tolerância se transformou num prazer crescente de ouvir e colecionar essas expressões.

Hoje adoro quando tem chuva de "granito", ou quando vulcões explodem e lançam "larva" para todos os lados. Se uma coisa serviu de maneira perfeita, ela caiu como uma "uva". Quando você consegue resolver vários problemas de uma vez, matou dois coelhos com uma "caixa d'água". Ou quando você vai para o porão de casa e encontra ele cheio de "telhas" de aranha. Claro que quando você se parece demais com alguém, você é a cara dele "cuspido e escarrado".

Essas expressões fazem os nossos diálogos cheios de clichês e lugares comuns muito mais interessantes, nossas conversas mais ricas. Por isso não vejo a hora de ouvir a próxima.

Tenho certeza vai merecer uma "salma" de palmas.

Tuesday, August 18, 2015

Brasileiros e Brasileiros.



Hoje vi esta imagem de uma tiazinha com um cartaz durante os protestos. Nele tinha uma mensagem perguntando porque membros da atual classe política que está no poder não foram mortos pela ditadura militar. Essa imagem foi usada para mostrar quem são os manifestantes que foram às ruas para protestar contra o governo federal em um artigo falando sobre o fracasso das manifestações contra o governo. Fazia parte de uma coleção de "fotos selecionadas" que tinham a intenção de mostrar que os protestos foram um fracasso e que as idéias políticas – e as pessoas envolvidas – não são só absurdas, mas também bizarras.

E, acredite, o autor selecionou várias, com textos bem-humorados para acompanhar

Eu não estou aí no Brasil para ver como foram as manifestações realmente, mas a idéia de mostrar “fotos selecionadas” para provar uma teoria já é uma maneira excelente de perder a credibilidade.

Me faz lembrar de um comercial genial da Folha de S.Paulo que fala sobre as virtudes de um governante histórico para depois revelar que estão falando de Hitler. As linhas finais são muito contundentes: é possível contar um monte de mentiras só falando a verdade.

Vem à minha mente o significado da palavra propaganda, como é usado no exterior: a divulgação informação, em geral tendenciosa, usada para promover uma causa política ou ponto de vista.

E é isso que eu vejo aqui de longe: um país onde todo mundo - dos dois lados - usa montes de fatos para provar seu ponto de vista. E a verdade - se é que ela existe - está em algum lugar onde a nossa cegueira de torcedores (sim, daquele que torce os fatos) nos faz incapaz de ver.

O que se vê é uma manipulação da informação criando estereótipos e ajudando a bipolarizar o confronto. Quem está com contra o governo é burguês, coxinha. Quem é a favor do governo é comunista, vermelho ou PTralha. Essa estereotipização leva à uma demonização do adversário e à impossibilidade de uma conciliação.

Propaganda pura.

É fácil detestar e desprezar um adversário que é uma figura de papelão, pintada em tons de preto e branco. Fazer o outro ser diferente da gente ajuda. Desse jeito fica fácil justificar a alienação, a perseguição, agressão, racismo, a escravidão e todas essas coisas maravilhosas que nos fazem ser humanos e tornam os livros de história uma leitura tão interessante.

Mas fazer o que? Tem um conflito extremamente polarizado acontecendo no país - e tanto Coxinhas quanto PTralhas estão fazendo de tudo para provar seus pontos de vista.

E como foi dito numa citação atribuída tanto ao poeta grego Ésquilo quanto ao senador americano Hiram Johnson: numa guerra a primeira vítima é a verdade.


P.S.: Este post é uma versão estendida de um comentário que fiz a respeito do artigo em questão

P.S. 2: Para quem não viu, aí vai o comercial da Folha.


Monday, August 10, 2015

All that jazz.



De tempos em tempos eu assisto um filme tão bom, mas tão bom que me faz sentir feliz de fazer parte da mesma espécie das pessoas que o produziram.

Foi assim com Guerra nas Estrelas, Caçadores da Arca Perdida, Intriga Internacional, Cidade de Deus, Amarcord, A Vida de Brian, Doze Homens e uma Sentença, Apertem os Cintos O Piloto Sumiu, O Iluminado, ET, o Extraterrestre, Blade Runner, De Volta Para o Futuro, vários do Woody Allen - especialmente Crimes e Pecados, Sociedade dos Poetas Mortos, Asas do Desejo, Cinema Paradiso, Goodfellas, Shortcuts, O Feitiço do Tempo, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Os Imperdoáveis, O Sexto Sentido, Oldboy, Alta Fidelidade, A Família, Harry e Sally - Feitos um para o Outro, Silêncio dos Inocentes, Seven, Gênio Indomável, Os Royals Tenenbaums, Gladiador, Boogie Nights, O Clube da Luta, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Pulp Fiction, Um Sonho de Liberdade, O Grande Lebowski, O filho da Noiva, Os Suspeitos, O Labirinto do Fauno, Fale Com Ela, Matrix, a trilogia de Senhor dos Anéis, A Viagem de Chihiro, Up in the Air, um monte de coisas da Pixar, Transformers...

Estou brincando sobre Transformers. Só para ver se você estava prestando atenção.

Esta sensação de se conectar com uma obra extraordinária te dá a sensação de transcender só por ter tido a oportunidade de assisti-la.

É glorioso.

Sempre tive medo de chegar num ponto da vida em que já vimos tanta coisa e passamos por tantas experiência que nada mais nos impressiona, um momento em que nos tornamos insensíveis e tudo fica meio morno e não deixa mais registro nas nossas mentes.

Mas aí vem um filme como Whiplash e você recupera essa sensação de que coisas extraordinárias são ainda possíveis e que o mundo ainda tem algumas surpresas preparadas para você.

Se você não assistiu, pare tudo e assista. Não tem atores famosos, efeitos especiais, explosões, locações magníficas, trilha sonora com músicas do Aerosmith ou do Pharrell Williams, não tem Minions e ninguém salva o mundo no fim.

É sobre um baterista de jazz.

É uma história extraordinariamente bem contada e ainda melhor interpretada.

Mais do que isso. É um filme que fala sobre quanto custa transformar potencial em realidade. A energia, a obsessão e o foco necessários para transformar talento em genialidade.

Nós acreditamos que é só fama, festas, mansões, carrões, viagens de primeira classe e shows para milhares em estádios lotados, mas esquecemos que o preço que se paga é bem alto: viver à margem das convenções sociais, sacrificar a saúde, a privacidade, tomar um monte de decisões e fazer muitas coisas  que vão soar péssimas na sua biografia não-autorizada - mas que com certeza vão ajudar a vender muitas cópias.

O filme me faz agradecer o fato de alguém passe por tudo isso para que a gente possa aproveitar coisas extraordinárias - quando nossas vidas cheias de necessidades sociais comuns, hábitos saudáveis e decisões sensatas nos dão tempo. E este momento de comunhão com o extraordinário te faz sentir maior, melhor, mais inteligente e bonito.

Tudo isso tendo um jazz de primeira não só como trilha sonora - mas como ponto central da história.

E quando foi a última vez que você assistiu a um filme sobre jazz que é mais emocionante que um filme do Tom Cruise?

Ainda bem que tem alguém disposto a pagar o preço que custa para ser totalmente fora da curva -  pode ter certeza que é muito maior do que o do bilhete do cinema.

E ainda bem que tem gente que faça filmes magníficos sobre isso.

Sem precisar de Minions.




Monday, May 25, 2015

33, 34...35!


Eu me lembro do dia.

Tinha 11 anos de idade e estava esperando um ônibus perto da casa onde morávamos em Campinas, no bairro do São Quirino. Não sei bem o que estava indo fazer, mas me conhecendo - afinal passo muito tempo comigo mesmo - devia estar indo para o centro comprar uns gibis. Pato Donald, Homem de Ferro, Super Homem, X-Men, Batman, Tio Patinhas, Homem Aranha...coisas do gênero.

O bairro era afastado e os ônibus demoravam a passar - uma grande oportunidade para a mente de moleque viajar para longe e voltar cheia de idéias.

Foi o que aconteceu.

Naquele dia o menino que ainda tinha um sotaque forte de quem tinha sido criado no Rio de Janeiro deu uma pausa nos seus devaneios e decidiu começar a contar. Mas essa contagem tinha que ser algo especial, ele pensou. E para fazê-la especial só iria valer contar uma vez por ano.

1.

Um ano depois veio o 2. E depois o 3.

E assim os anos foram se passando e a contagem continuando, sempre me acompanhando.

Com tanta coisa acontecendo na vida, não era fácil lembrar de continuar a contagem, mas com um ano inteirinho à disposição, sempre aparecia uma oportunidade para os neurônios se conectarem e adicionarem mais um número à sequência.

8: Começando a faculdade, indo morar sozinho pela primeira vez.
9: você está no exército.
11: Primeira bebedeira
16: Caminhada em uma geleira na Nova Zelândia
20: Festa de casamento
23: Sou pai!
25: Chegada no Oriente Médio
35: Hoje

Dizem que você nunca vai conseguir entrar num rio duas vezes porque nem águas do rio serão as mesmas - e nem você será o mesmo.

Nesse momento mágico em que adiciono mais um número à minha contagem me ligo àquele moleque magrinho, tímido, romântico, cheio de idéias e sonhos.

Toda vez que adiciono um número à contagem é como se estive me conectando a todos esses Guilhermes que se foram mas que, de alguma forma, ainda estão presentes. Todos diferentes, mas na essência o mesmo.

Quando você tem 11 anos de idade um ano parece uma eternidade, mas com o passar do tempo a vida parece se acelerar. Dizem que é porque o nosso cérebro cria atalhos para as tarefas familiares e elas deixam uma impressão menos profunda mais superficial.

E conforme a vida passa quase tudo que fazemos é a repetição de algo que já experimentamos no passado. Cada vez menos coisas registram na nossa consciência, e por conta disso parece que tempo passa mais rápido. E vamos nos transformando em sonâmbulos que perambulam pelas próprias vidas.

É como fazer o mesmo caminho do trabalho para casa todos os dias: você entra no carro e de repente se vê na frente da sua casa - se não tiver um motoboy chutando seu retrovisor você não vai ter nenhuma memória do seu deslocamento.

E você se pega falando - ou ouve alguém comentando - "Nossa, este ano está voando, hein? Já estamos em (favor inserir o mês em que estamos aqui)"

A rotina e a familiaridade destróem nossa capacidade de nos maravilharmos com o que nos rodeia. O extraordinário vira ordinário depois de um tempo. E o ordinário não deixa registro.

Lembro que quando cheguei em Dubai há quase 10 tudo era novo, diferente, exótico. Cada dia reservava uma surpresa. Cada hora tinha um desafio. Novas paisagens, pessoas, estilos, jeitos de se vestir, os nomes, novos caminhos, novas burocracias e um monte de coisas mais.

Cada dia demorava dez dias para passar.

Eu adorava olhar as placas de trânsito e ter aquela sensação de "Totó, acho que não estamos mais no Kansas". Hoje eu nem reparo que elas estão escritas em árabe.


A familiaridade nos deixas insensíveis.

Mas essa máquina do tempo improvisada me ajuda a entrar em contato com esse garoto divertido com um sotaque carioca carregado sentado no ponto de ônibus. Ele me trouxe até aqui e, de uma certa forma, ainda faz parte de mim, junto com todos os outros Guilhermes que apareceram no caminho.

De uma certa forma ele é meu Motoboy, me acordando de tempos em tempos de uma jornada sonâmbula para olhar para os lados e perceber como a nossa vida é extraordinária - e cheia de possibilidades.

E a contagem continua.

O que será que o 36 me reserva?




Sunday, March 08, 2015

Brasil Pandeiro




Eu odeio Carnaval.

Pronto, falei.

Nem sempre foi assim. Quando eu era moleque tinha esse sonho de um dia conseguir assistir ao desfile das escolas de samba do Rio inteiro. Apesar da extraordinária permissão que meus pais davam para passar a noite em claro, o cansaço e o tédio sempre triunfavam. Era uma overdose de cores, plumas, paetês (tenho que confessar que dei uma procurada no Google para lembrar o que é) e  as misturas bizarras dos temas de samba enredo - aquela mistura de fatos históricos obscuros, referências do candomblé e cultura popular que só devem fazer sentido para quem assiste ao desfile tomando ácido.

O tempo passou e depois de várias tentativas frustradas que terminaram prematuramente nos braços de Orfeu e Morfeu, a versão pré-adolescente de mim perdeu o interesse na Sapucaí e em tudo mais que se relaciona com a indústria do carnaval, com a exceção das fotos das celebridades de biquíni nas páginas das finadas revistas Manchete, Amiga TV Tudo e Fatos & Fotos e as zarpadas secretas depois da meia-noite pelos canais de TV que faziam a cobertura dos bailes nos clubes, com repórteres que não sabem o que perguntar entrevistando modelos-atrizes que não sabem o que responder - tendo a bacanália como pano de fundo.

Mas como acontece com uma boa parte da sociedade, para mim com o tempo o Carnaval virou um feriado prolongado para se desconectar de tudo - especialmente do Carnaval.

Ir para um lugar longe e isolado, colocar a leitura em dia, fazer caminhadas, assistir a todos os filmes que perdeu e prometeu assistir e por aí vai. Vale tudo - desde que não seja Carnaval.

Mas é quase impossível se esconder. Oficialmente ele acontece no final de Fevereiro ou começo de Março e dura 5 dias, dependendo da vontade dos astros - ou da Lua - mas na verdade ele começa logo depois do Ano Novo e só acaba na primeira Segunda-Feira depois da Quarta-Feira de Cinzas. São dois meses ou dois meses e meio em que nada de importante acontece no Brasil. Todas as decisões importantes, contratações, compras, qualquer coisa que tenha alguma importância para as nossa vida pessoal e corporativa tem que esperar o fim do Carnaval. Este bendito evento marca o começo não-oficial do ano - dois meses depois.

E eu odeio isso.

O Carnaval nos faz uma nação de procrastinadores. Jogamos fora 2 meses do ano para um evento em que nem sabemos bem o que está sendo celebrado (eu nem vou falar das origens pagãs das festividades para não deixar todo mundo confuso).

Mas é claro que arrumamos razão para a festa. Se a vida está boa, a razão é celebrar. Se a vida está ruim, a razão é compensar. Se está mais ou menos, vamos aproveitar porque nunca se sabe o dia de amanhã. Se a gente não sabe exatamente como estão as coisas, celebramos - só por via das dúvidas.

E assim caminha a humanidade.

Agora, depois de 10 anos fora do Brasil, eu tenho a oportunidade de olhar com um pouco mais de distância.

O Carnaval faz mal para o Brasil porque é a cara do Brasil. Cada que vez que uma imagem de um cara girando o pandeiro do lado de uma passista bunduda aparece na mídia internacional imagino os analistas do Standard & Poor's dando um downgrade na nossa avaliação e aumentando o risco Brasil.

Claro que o governo brasileiro tem trabalhado duro para fazer  nossa imagem ficar ainda pior no exterior (parece que eles têm um talento para isso). No momento as coisas que nos definem como nação para os estrangeiros são uma corrupção épica, monumental, nosso maravilhoso futebol (sim, estou sendo sarcástico) e uma festa hiperbólica ultra-sexualizada que pára um país de 200 (duzentos) milhões de habitantes.

Ouch! (Interjeição da língua inglesa que demonstra sofrimento físico ou psicológico)

E não estou falando mal do Carnaval e suas implicações porque acho que o brasileiro trabalha pouco e não merece comemorar. Na verdade trabalha muito, mas para si mesmo. Fazer um país melhor dá trabalho e nem sempre é claro como nos beneficiamos quando fazemos coisas para o bem-comum. Por isso trabalhar por um Brasil melhor é uma coisa que deixamos para amanhã, quando não estivermos tão ocupados. Dá a sensação de que se pudéssemos a gente terceirizaria essa tarefa.

Será que não dá para contratar uma empresa japonesa ou coreana para isso?

Aí vai dar para curtir o Carnaval mais sossegado...

P.S.: Estava muito reclamão neste post. Aqui vai uma imagem de gatinho para compensar.


Thursday, January 08, 2015

Resolução de Ano Velho

Ano passado prometi a mim mesmo voltar a escrever aqui para documentar minhas aventuras. Acabei de ver a data do último post: quase um ano e meio atrás.

Mais uma resolução de Ano Novo não cumprida. Existe coisa mais humana que isso?

Ou cumprida com um certo atraso, vamos pensar assim.

35


Monday, August 26, 2013

Um dia tinha que acontecer.

Bom, eu prometi a mim mesmo - e a alguns amigos - que eu não deixaria este blog morrer.

Aqui vai mais uma tentativa de reativá-lo.

Não é por falta de histórias que eu parei. Acho que é exatamente o contrário. Quanto mais você adia escrever mais coisas acontecem que são dignas de serem documentadas e você não sabe mais por onde começar - o que acaba sendo uma desculpa ótima para não fazer nada.

Um dia eu vou escrever sobre isso: a diferença entre o tempo físico e o tempo emocional. Ajuda a entender porque a gente fala para os amigos que não teve tempo de ligar porque estava ocupado quando, em algum momento - pode ter certeza, você deve ter lido uma cópia velha de uma revista feminina por vinte minutos enquanto estava sentado no vaso.

Bom, aqui vai a minha tentativa de reconciliar o tempo emocional com o físico (aquele que mostra no relógio).

O Dubailacobaco está de volta.

Tuesday, March 27, 2012

Who cares about birthdays?

My wife, partner, friend and lover,

You know that I believe celebrating dates is just a convention that originate on a distant past, where someone decided that we needed a unit to keep track of the passage of time. It was decided time it takes for the Earth to complete one orbit around the Sun - or for our long gone ancestors, the time the Sun takes to complete one course around the Zodiac - would be it.

So our tools to measure the passage of time are mere conventions - we attribute meaning to it, although there isn't any.

Why do we celebrate Birthdays and anniversaries then?

Most people never asked this question. I did, so whenever the date comes when a friend is celebrating I try to tell them the reason why it's meaningful for me.

We sometimes take things for granted - the things we have, the things we've done and more important than anything, the people that are part of our lives.

Life is a very intense experience. So intense in fact we forget to look around and acknowledge the fact that some people make us smarter, stronger, and happier. More than that, we forget to tell them so.

That's why a birthday is important for me. It's the moment when we force yourselves to stop and give someone something in return for the impact they have on our lives. It's the moment we can tell them how important they are on making of the person who we are now.

But in your case it's different, because I don't care about the number of times the Earth has orbited the Sun or the fact you were born on March 27th.

One date is not enough to celebrate you.

I wish I could do that every day of our lives. To tell you that you make me a better, stronger and happier man - every single day we spend together.

So, my beautiful wife, partner, friend and lover, if I haven't done that enough in the past - and I'm pretty sure I didn't - I'm here to celebrate how wonderful life is while you're in the World. (thanks Sir Elton)

Thanks for letting me be part of your extraordinary life.

Happy existence.

I love you.

Gui

Monday, March 19, 2012

É uma vergonha que eu tenha postado só uma vez em um ano. Este post é para garantir que eu postei pelo menos DUAS VEZES este ano.
Testemunha Ocular

Semana passada eu finalmente assisti ao último Impossible Mission - The Ghost Protocol. Não demorou tanto assim - o filme foi lançado só há quase três meses.

Mas como ainda está passando por essas bandas? Para quem assistiu a razão é clara: Dubai é um dos cenários mais importantes do filme e por isso toda a população dos Emirados deve ter assistido ou ainda está assistindo ao filme, porque tinha um monte de gente no cinema.

Todo mundo fica curioso para ver o um lugar onde a gente já foi em um filme. É só assistir a um filme que se passa em Nova York e você se acha o máximo por reconhecer lugares onde já passou. "Olha lá, é o Central Park!!! Já estive lá". É, só você. É só ter um filme em que a história acontece em Paris e você quase se sente um dos protagonistas - olha lá, eu andei por essas ruas!

Mas quando a história se passa na cidade em que você mora o assunto é sério. Aí você não aprecia o enredo, o que importa é só o cenário - o resto é ruído. No caso de Impossible Mission eu me lembro vagamente de que tem um ator famoso - acho que o Tom Cruise - mas não tenho certeza.

Mas que o filme se passa em Dubai eu tenho certeza, porque não consegui prestar atenção em outra coisa.

Acho que os brazucas - mais especificamente os cariocas - que assistiram ao último Fast & Furious devem ter se sentido do mesmo jeito. Cada detalhe errado na cultura e geografia é quase uma ofensa à sua família. Ao invés de prestar atenção nas cenas de perseguição você fica olhando para as placas das ruas e para os outdoors - e se sente o máximo quando reconhece algum lugar onde você costuma passar.

Foi exatamente o que aconteceu com Mission Impossible. Você só consegue olhar para as paisagens.

Por exemplo, tem uma cena de perseguição em que o ator principal - ainda acho que é o Tom Cruise - corre atrás do bandido. Ele sai correndo a pé do prédio mais alto do mundo - aqui tudo é "mais", mesmo depois da crise - e logo depois está no distrito financeiro, que é onde eu trabalho. O problema é que os dois lugares ficam separados por cinco quilômetros. Aí eles viram à esquerda e estão em um bairro tradicional a 4 quilômetros de lá.

Blasfêmia!

Como é possível??!!! Isto é inaceitável. E claro que, para piorar as coisas, tudo isso acontece no meio de uma tempestade de areia de proporções bíblicas - que pela maneira que o filme coloca deve acontecer pelo menos uma vez por semana.

As inconsistências não páram por aí, mas se eu continuar listando provavelmente meus leitores vão ter seus problemas de insônia resolvidos. Mas acreditem em mim, fora alguns detalhes corretos quase nada tem a ver com a Dubai verdadeira.

É para ficar revoltado, não?

Na verdade não.

É um erro comum que nós cometemos pensar que todos vêem o mundo da mesma maneira - a nossa maneira. Fora a meia dúzia de gatos-pingados que moram por aqui, quem realmente se importa se você consegue seguir a rota dos nossas heróis pelo Google Maps? Os filmes estão distorcem a realidade para criar histórias interessantes. É sempre assim, mas nós não percebemos porque não fazemos parte do problema.

Tudo bem, Dubai não tem engarrafamento de camelos e tempestades de areia dignas de um Independence Day todo dia ímpar mas a alternativa talvez fosse mais chata do que uma cidade do meio-oeste americano.

Realidade ou fantasia? A indústria do entretenimento sempre vai preferir a que tiver mais perseguições de carro, explosões e invasões alienígenas.

Na próxima vez que seu herói favorito for para Praga, Burkina Fasso ou Tuvalu, lembre-se disso.

Sunday, July 17, 2011

A volta dos que não foram.

Bom, hoje a caminho do trabalho eu prometi a mim mesmo que voltaria a escrever aqui.
Olhando a data do meu último post percebi que faz um ano que não deixava nada registrado por aqui. E não é por falta de acontecimentos.

Na última vez que escrevi ainda era a véspera da véspera do meu aniversário. Tinha sido promovido recentemente a diretor de criação regional da Young & Rubicam MENA e tinha acabado de completar 5 anos em Dubai. A Carolina, assim como agora, estava no Brasil para passar as férias e o verão estava pegando com força.

Agora, um ano depois, muita coisa mudou. Para começar eu estou de emprego novo - agora sou diretor de criação sênior da DraftFCB Lower Gulf. Maiores poderes, maiores responsabilidades. Ser gente grande pode ser um pé no saco. Mas não posso reclamar, estou me divertindo com minha equipe e estamos mudando as coisas por aqui.

Seis anos já se passaram desde que cheguei no Oriente Médio. Olha que eu achava que não ia agüentar dois meses por aqui.

Acho que meu objetivo inicial era de suportar o tempo suficiente para poder contar aos amigos que tinha morado fora. Agora três empregos, dois carros e duas casas diferentes depois eu acho que não têm dúvidas.

Eu já falei antes sobre o fato de que o extraordinário se torna mundano depois de um tempo. Acho que meu blog estava sofrendo disso ultimamente. Não era a falta de histórias para narrar, mas o fato de que agora elas fazem parte de um dia-a-dia familiar e, surpreendentemente, confortável.

Mas escrever é como comer Doritos: é só você começar que não dá para parar mais.

As histórias estão por aí...agora é só começar a escrever.

Sunday, July 11, 2010

O vôo mais longo da história.

Eu sempre achei que o vôo de Dubai para São Paulo era o mais longo do mundo. Claro que no papel tem vôos mais longos. Afinal o que são 15 horas e meia dentro de um avião em comparação com as 16 horas e meia que leva o vôo sem escalas de Dubai para Los Angeles, ou as 19 horas de duração de uma viagem de Cingapura para Nova York sem escalas - o vôo mais longo da aviação comercial nos dias de hoje? Nada, se eles estiverem apenas no papel.

Acontece que eu já voei para São Paulo, várias vezes, e posso confirmar: não existe vôo mais longo. Minha adorada esposa tem uma maneira muito interessante de descrever qual é a sensação de passar quinze horas e meia dentro de um avião: você assiste 4 filmes, lê um livro, conversa, almoça, janta, faz um lanchinho, dá umas duas dormidinhas básicas e ainda estão faltando 4 horas para chegar.

Não acaba nunca.

Mas eu descobri como estas 15 horas e meia podem se estender ainda mais, se transformarem em uma eternidade. E para isso você nem precisa estar dentro do avião.

É só deixar sua filhinha de seis anos viajar sozinha neste vôo e esperar 15 horas e meia até ter notícias delas.

Bom, na verdade são mais de 15 horas e meia porque tem o embarque, controle de passaporte, espera, vôo, pouso, controle de passaportes, bagagens...

No total foram quase 20 horas de espera até ouvir a vozinha dela dizendo que estava tudo bem. Claro que um contato muito breve, já que ela estava muito mais interessada em brincar com a priminha e a vovó Vera do que que em apaziguar os espíritos torturados por ansiedade e culpa dos seus pais. Um ótimo sinal de que tudo correu bem.

A sensação foi de que se passaram pelo menos umas 72 horas.

E não é só isso. Eu já tinha experimentado a sensação de distância antes, quando vim para Dubai e fiquei separado das minhas meninas por quatro meses. Mas a Carolina era pouco mais do que um bebê com menos de 2 aninhos e ela estava com a mamãe. O que aconteceu agora é diferente. É o momento em que você percebe que o cordão umbilical está sendo cortado e que seus filhos são entidades independentes de você, que eles podem ser felizes e prosperarem sem que os pais estejam sempre ao redor.

Claro que ela ainda é uma menina de 6 anos de idade e uma viagem para o Brasil não significa que ela vai se casar e ter filhos enquanto estiver por lá, mas é um sinal das coisas que estão por vir.

Muita gente pode achar loucura deixar crianças viajarem uma distância dessas. E eles estão certos. Mas são essas loucuras que fazem a nossa vida rica e interessante. Bom, não fazem a vida assim tão rica porque eu nem quero falar sobre o preço da passagem...

Agora é só aguentar 30 dias de saudade para poder curtir outras 20 horas de ansiedade.

Tuesday, April 27, 2010

Tá faltando assunto.

Essa reportagem foi publicada na edição de Setembro de 2009 da revista PIB (Presença Internacional do Brasil). Acho que hoje em dia os jornalistas estão entrevistando qualquer um...








Thursday, April 22, 2010

Totó, nós não estamos mais no Kansas...

A vida passa muito rápido e às vezes a única maneira de perceber isso é quando acontece algo realmente marcante.

Eu não me sinto muito diferente da minha versão de doze anos de idade. Eu continuo adorando jogar videogames, comer macarrão à bolonhesa e ler livros de ficção científica. Muita coisa mudou, claro, mas sem eventos importantes você pode sentir que as mudanças foram poucas.

A primeira coisa que me vem a cabeça foi ter passado no vestibular. Ei, passar no vestibular era coisa para gente grande, adultos com as caras pintadas e os cabelos raspados. Eu lembro assistindo os comerciais de cursinhos - lembra aquele comercial psicodélico do Etapa? (esta é para o público com mais de 35 anos de idade). Tudo aquilo parecia tão distante, os vestibulandos e universitários tão...adultos.

Mas um dia eu acordo e estou eu lá. De cabelo raspado indo morar sozinho em São Paulo. Sozinho não - numa república! Coisa de adulto.

Este foi um marco.

Outro dia eu acordo com um emprego, meu próprio apartamento e contas para pagar. Independência - e outro marco.

No outro momento estou posando para uma foto de casamento - meu próprio casamento. Mais um.

Estes eventos vão se sucedendo e fazem você parar para pensar.

Aí você se vê assistindo ao nascimento de sua filha e sente que o mundo deu muitas voltas, apesar de você continuar jogando videogame.

O próximo momento acontece quando estou dirigindo para casa de volta do trabalho. As placas estão em inglês e árabe. Estou em Dubai trabalhando há alguns meses. Uau!

Esses momentos de choque e maravilhamento vão se acumulando.

A última aconteceu recentemente. Em fevereiro, para ser mais exato. O meu chefe me chamou para uma reunião e disser que uma reestruturação estava para acontecer e que eu não seria mais diretor de criação da Young & Rubicam Dubai. A partir do mês seguinte eu deixaria de trabalhar para Dubai e passaria a ser diretor de criação regional para Norte da África e Oriente Médio. Catorze países. Infinitas responsabilidades. Mais um grande frio na barriga.

E a vida segue em frente, sempre arrumando um jeito de mostrar para você que tudo muda e que seguimos em frente.

Mas eu continuo gostando de macarrão à bolonhesa.

Monday, April 19, 2010

Agora sob nova direção
Visite Decorado

Eu costumo dizer que nós temos que nos definir pelo que fazemos. As besteiras e as coisas boas, as grandes sacadas e as grandes mancadas.

Como quase todo mundo passa a maior parte de sua vida adulta dentro de um escritório, o que se passa lá dentro.

Mas como um bancário mostra o seu legado? Ele coleciona fichas de depósito de cheques e retiradas bem feitas?

Ou o padeiro? "Ei, dá só uma olhada neste pão maravilhoso que eu fiz em no dia doze de outubro de 1998..."

Ou o funcionário público mostrando orgulhoso sua coleção de carimbos. "Este carimbo aqui era especial, eu só usava às terças-feiras. Tinha uma fila de três meses esperando pela oportunidade..."

O que acaba acontecendo é que a única coisa que a maioria das pessoas guarda de lembrança é o relógio que eles dão quando você completa 25 anos numa mesma empresa.

A vida do publicitário pode ser cheia de altos e baixos, como qualquer outra mas tem uma grande diferença: estes altos e baixos em geral são bem documentados. Isso porque em geral os criativos das agências de propaganda mantém um portifolio com seus anúncios.

Em vez de currículos, carregamos pastas embaixo do braço com exemplos de trabalho que executamos no passado. E essa é a maneira para despertar o interesse nos nossos possíveis contratantes.

O portifolio deveria mostrar o que o profissional fez de melhor, o que não garante a qualidade.

Há algum tempo atrás os portifolios começaram a ser substituídos por laptops e, mais recentemente, por versões online dos mesmos.

Para mostrar que faço parte deste grupo estatístico gastei algum tempo colecionando algumas coisas que fiz durante a parte mais recente da minha carreira e coloquei tudo na rede, para que todo mundo tenha a chance de admirar ou detestar o conjunto do meu trabalho.

Por isso, se alguém tiver um tempo sobrando para tentar decidir se sou ou não uma fraude, aí vai:

http://guikipedia.squarespace.com

Tuesday, March 16, 2010

Good afternoon, everyone.

The last two days have obviously not been the best days of our agency and more so for some of our colleagues that no longer have an opportunity to share our work space/life. While we wish them all the very best for their future and hope that some day our paths will cross again, there are still a few things that we can be proud of as people and as an agency. It's a new day and with it will come opportunities for change, growth and success.

I have always believed that an organisation anywhere, in any business and at any stage of it's life cycle is always in beta mode. Meaning that there is always room for improvement. And since our agency has gone through the stress over the last couple of years of facing structural and cyclical pressures, change was inevitable. And it is good. That said, here's some news that should inject the much needed momentum into Y&R Dubai.

I take great pride in announcing that Nadine Ghossoub has been promoted to the position of MD of Y&R Dubai, she takes over my role here. I don't believe I need to elaborate on the qualities that make her an ideal choice for the role but I do know that she is the change agent our agency needs. In choosing her as my successor I considered the values that make a successful agency head, have the greatest opportunity to maintain and enhance the culture of the agency. But those are benefits that concern the transition process to ensure it is effortless, her real value is her talent, skill and being the person that she is. Nadine epitomises the passion one needs to be successful in this business, she has the commitment and most importantly the drive to push the agency forward and to push all of you to achieve your best. She takes over the agency at a very difficult time and will surely need your support. A good part of an organisation's success comes from it being a cohesive unit, I expect everyone of you to be aligned with her so she can succeed in her role and in turn give the agency it's best chance to succeed.

All the best Nadine.

Komal Bedi Sohal is now promoted to the role of Executive Creative Director. She will take over Shahir's role, no doubt those are big shoes to fill but Shahir sees in Komal the Manager that the Creative department needs. She has had the privilege of working closely with Shahir over the last 8 years, understands the needs of the agency, knows how to meet and set the creative standards this agency has been and will continue to be proud of. She will bring immense amount of skill, talent, energy and organisation to her job. She will also need your goodwill and support to ensure she continues to deliver the high quality output we have all expected of her over the years.

Komal, my friend, good luck, you will do a wonderful job.

Wilbur D'costa and Guilherme Rangel have been promoted to the role of Regional Creative Directors. This is the team that has been the pillar of our creative department, always dependable yet packing a punch. I have always been impressed by their no fuss approach, and never-say-die attitude. Wilbur and Guilherme have over the years, worn many hats in this agency and their dedication to every responsibility has been exemplary. We should all be proud of the way this team has fronted every big pitch that this agency has put together in recent memory and have handled all our major clients with professionalism and good humour. In their new role, they will be responsible for the creative output of all Y&R agencies outside of Dubai.

Gui and Will, we're counting on you to make the whole network shine.

Matthew Collier has been promoted to the role of Regional New Business Director for Middle East and North Africa. Matt in a span of a little over two years has become such an integral part of the agency that it feels he's been with us forever. He brings an incredible amount of enthusiasm and discipline to his job. Everyday. He has also proved beyond doubt his passion for the agency, he represents us well. In his new role he will bring value to the network and ensure that we leverage every opportunity to gain business and grow. It's a big job and he will need all our support.

Matto, good to have you on our team.

Yogesh has been promoted to Finance Manager of Wunderman in addition to Y&R (a job he has done exceedingly well judging by the number of people who hate him!). Yogesh is an invaluable asset to the agency, in his single minded pursuit he has added tremendous of value to the agency and brought about a sea change in the way our Finance department has functioned. Before I met Yogesh I had no idea people in his profession can be as passionate as he is, that's what makes me want to come to work everyday. The fact that our Finance Manager has passion too and does his job to exacting standards.

Yogesh, go ahead make everyone at Wunderman miserable too. Be the best Finance Manager the world will know.

As for Shahir and myself, we've been tasked to push the Y&R network both creatively and strategically. Our job will be to find the right opportunities and relentlessly pursue the goal of making our network the most efficient and envied in the entire region.

All the best to all of us.

Onwards.
Adil A Khan | Y&R